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2ª Fase da requalificação da Zona da Doca de Pedrouços

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, participou a 20 de Agosto na apresentação da 2ª fase da requalificação da Zona da Doca de Pedrouços, que teve lugar em Algés. Esta intervenção tem como objectivo a constituição de uma futura marina, especialmente vocacionada para grandes eventos náuticos, como é o caso da Volvo Ocean Race, a mais importante e antiga regata de circum-navegação com escalas do Mundo e que escolheu a zona de Pedrouços para acolher a chegada da etapa no Verão de 2012.

De referir que na véspera foi aprovada, em Conselho de Ministros, a Resolução que declara o interesse público nacional da área de Pedrouços para efeitos da Volvo Ocean Race.

Durante a cerimónia, o ministro explicou que a prova desportiva foi um contributo para acelerar a requalificação e afirmou ser necessário "alertar os agentes económicos para se prepararem" para a oportunidade criada com a reconversão de Pedrouços.

"Os investimentos programados têm a ver com obras imediatas de preparação do porto, mas seguramente que outros investimentos vão ter lugar, através da concessão e ligados à marina. Haverá impactos económicos directos, indirectos e induzidos, certamente que vão atrair muitos outros investimentos privados", referiu o ministro.

A realização em Portugal desta regata oceânica, que se realiza de quatro em quatro anos, acelera a necessidade de reconverter uma zona actualmente desqualificada, reabilitando infra-estruturas marítimas e terrestres, que irão permitir criar emprego, promover a economia do Mar – factor crítico do sucesso de Portugal – e projectar Lisboa como destino turístico de excelência.

Esta iniciativa enquadra-se na política prevista no Programa do XVIII Governo Constitucional, designadamente, quanto ao reforço da integração dos portos com as cidades e populações, reconhecendo a importância da marca de cada porto na identidade da sua região e na valorização da envolvente territorial e no que se refere à partilha com as autarquias da gestão das zonas ribeirinhas de acesso público, assegurando a compatibilização da actividade portuária com a vivência urbana.

Por outro lado, a melhoria e o alargamento das infra-estruturas de apoio à náutica de recreio, nomeadamente marinas, portos de recreio, docas e abrigos, e a promoção da criação de estruturas administrativas de apoio em certas zonas estratégicas do País permitem impulsionar e desenvolver a náutica de recreio e o turismo náutico em Portugal.

A transformação da zona de Pedrouços terá um efeito de requalificação urbana que perdurará muito para além da realização do evento, permitindo à Câmara Municipal de Lisboa e à Administração do Porto de Lisboa apostar na gestão conjunta desta zona ribeirinha.

Refira-se que as estruturas necessárias à realização da Volvo Ocean Race distribuem-se pelos concelhos de Lisboa e de Oeiras, estando este Município a colaborar com a Administração do Porto de Lisboa na revitalização desta zona ribeirinha da área metropolitana de Lisboa.

O retorno económico e social da presente iniciativa, desenvolvida pela Administração do Porto de Lisboa em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, é bastante relevante para a cidade, à semelhança do que aconteceu com outras iniciativas. O número elevado de espectadores nacionais e estrangeiros, que se reflectirá numa grande ocupação dos hotéis, a cobertura mediática em todo o mundo da cidade e do país e o aumento de interesse pelas actividades náuticas são alguns dos factores positivos decorrentes da realização da Volvo Ocean Race na capital portuguesa.

Volvo Ocean Race

Lisboa, 20 de Agosto de 2010


MOPTC na inauguração de Nave Logística em Sines

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça e o Secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, participaram a 27 de Julho na inauguração da Nave Logística da ZALSINES, no Porto de Sines. A cerimónia foi presidida pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.

A Nave Logística, com cerca de 5.500m2, é um investimento de 1,2 milhões de euros e irá oferecer diversos serviços de valor acrescentado e actividades logísticas, bem como armazenagem, consolidação e desconsolidação de contentores, distribuição, entre outros. Na ocasião, José Sócrates e António Mendonça tiveram oportunidade de visitar as obras de ampliação do Terminal XXI e assistiram à operação do navio MSC ASYA, um dos maiores cargueiros a efectuarem o serviço regular entre a Europa e o Extremo Oriente.

Na intervenção proferida na cerimónia, António Mendonça destacou a importância dos actuais investimentos do Governo em áreas relacionadas com a economia do mar e que ascendem a cinco mil milhões de Euros. O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações considera que essa economia “está a concretizar-se em Portugal, há a noção da sua importância e há a concretização de investimentos. É algo que é real”.

Também o Primeiro Ministro sublinhou a aposta na infra-estrutura portuária de Sines, afirmando que “o desígnio deste Porto é o de ser a curto prazo um dos principais portos da fachada Atlântica”. José Sócrates garantiu aos investidores que “o investimento público vai acompanhar o investimento privado”.

Refira-se que o Porto de Sines aumentou em 71% o movimento de contentores no primeiro semestre deste ano, em comparação com o ano anterior.

Ainda nas instalações portuárias, o Ministro António Mendonça presidiu a uma sessão de trabalho que contou com a participação das “forças vivas” da cidade, bem como de diversos parceiros de negócio do Porto de Sines, e onde se discutiram vários temas relacionados com o negócio portuário, resultando num debate aberto entre os intervenientes.

Lisboa, 27 de Julho de 2010


António Mendonça destaca crescimento do sector portuário

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, afirmou que a aposta do Governo na actividade portuária está a ser ganha. António Mendonça visitou o porto de Leixões, em Leça da Palmeira, a 18 de Junho, onde participou na conferência "O Porto de Leixões e o Mercado Global - Comunidade Económica dos PALOP".

O Ministro aproveitou a ocasião para destacar que nos primeiros 4 meses de 2010 temos vindo a assistir a um crescimento da carga movimentada nos portos o que resulta da recuperação da crise económica a que estamos a assistir. Apresentando os dados mais recentes que ilustram esse crescimento, António Mendonça avançou que no porto de Leixões, o movimento da carga contentorizada aumentou 8,4%; em Aveiro, o movimento de mercadorias cresceu cerca de 41,5%; Viana do Castelo viu a sua actividade crescer mais de 60%; o porto de Setúbal registou um crescimento de 34%, com a carga em contentores a aumentar 143,5%; e, finalmente, em Sines, o movimento total de mercadorias fixou-se, no primeiro quadrimestre deste ano, em 8,45 milhões de toneladas, o que representou uma variação de 18,3% face ao período homólogo de 2009. A carga contentorizada cresceu, neste porto, 58,2%. Para o Ministro das Obras Públicas é determinantes a posição geográfica de Portugal, um país periférico em relação à Europa mas central quando observado da perspectiva do comércio deste espaço comunitário com o Mundo. O nosso país, sublinhou, “está dotado de uma grande linha de costa com portos de águas profundas, o que lhe confere uma vantagem competitiva que será tão mais importante quanto mais se desenvolvam as relações Norte – Sul e ainda as novas oportunidades geradas pelo aumento de capacidade do canal do Panamá”.

Numa conferência em que participaram responsáveis do sector de todos os países dos PALOP, António Mendonça declarou que os Países de Língua Oficial Portuguesa, incluindo o Brasil, estão também dotados de portos que, bem articulados entre si e com os portugueses, constituem uma rede de elevado potencial.

Discurso

Lisboa, 21 de Junho de 2010


Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, e o Secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, participaram a 23 de Abril numa visita presidida pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, ao início da obra de construção do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões e do Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto.

O projecto global tem um custo estimado de 49 milhões de euros. Este valor contempla 28 milhões de euros para o Edifício e 21 milhões de euros para a Obra Marítima.

A Obra Marítima de dragagens iniciou-se em Setembro de 2009. A obra de construção do cais inicia-se agora. O arranque da construção do edifício do terminal de passageiros está previsto para o último trimestre deste ano, 2010. Em Março de 2011 Leixões poderá receber navios com maior dimensão (conclui-se o cais). A conclusão do edifício prevê-se para o 1º trimestre de 2013.

Já há cerca de 60 navios programados até à data para o ano de 2011, dos quais 15 estão acima da actual capacidade do Porto de Leixões, e qualquer um deles com mais de 2.000 passageiros.

Este projecto contempla:

- Um Cais para Cruzeiros com 340m de comprimento e 18m de largura, com capacidade para a acostagem de navios até 300 metros, fundos a –10 metros, o que aumenta significativamente a capacidade de resposta do Porto de Leixões na recepção de navios de cruzeiro de maiores dimensões;

- Uma Estação de Passageiros, situada no edifício central do complexo, para serviço a navios em escala, ou que efectuem embarque/desembarque de passageiros, integrando espaços de chegadas e partidas e respectivas áreas e gabinetes de serviços. Manga de acesso ao Navio e áreas dedicadas às diferentes autoridades;

- Um Porto de Recreio náutico para 170 embarcações, plataforma para serviços de manutenção, cais de recepção de embarcações e edifício com instalação de apoio aos navegantes;

- Um Cais fluvio-marítimo para acostagem de embarcações que permitam proporcionar itinerários turísticos no rio Douro;

- Arranjo do molhe sul, permitindo a sua abertura à cidade.

Quanto ao futuro Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto vai albergar várias unidades de investigação com vocação marítima (da Biologia à Robótica), mas servirá especialmente de pólo de incubação de novas empresas que tirem proveito económico das inovações desenvolvidas na Universidade.

As principais linhas de investigação a explorar serão:

- Recursos marinhos (pesca, aquacultura, conservação da biodiversidade)
- Robótica (veículos subaquáticos e tecnologias marinhas)
- Energias renováveis (ondas do mar e eólica offshore)
- Construção e reparação naval
- Actividade Portuária

O futuro edifício do Terminal de Cruzeiros de Leixões servirá também de sede ao CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha da Universidade do Porto, uma das mais relevantes unidades de investigação nacionais na área das Ciências Marinhas, integrado num dos únicos 25 Laboratórios Associados ao Estado do país.

Além do CIIMAR, outras unidades de investigação da Universidade do Porto com projectos ligados ao Mar, nomeadamente projectos de desenvolvimento de tecnologias subaquáticas (como veículos submarinos autónomos), vão passar a ter neste edifício espaços próprios para a realização de testes e experiências em ambiente marítimo.

Além dos espaços de investigação, a área dedicada à Universidade do Porto no futuro Terminal de Cruzeiros contemplam ainda espaços para divulgação científica ao público, em especial aos jovens em idade escolar. Um pequeno auditório, uma livraria e uma cafetaria vão complementar os espaços de exposição sobre os projectos de investigação que estarão a ser desenvolvidos no Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto.

No lado oposto ao novo Terminal de Cruzeiros, vai criar-se um pólo de incubação de novas empresas relacionadas com o Mar. Serão 1700 m2 dedicados à instalação de empresas start-ups e spin-offs alicerçadas na investigação e inovação produzida na Universidade do Porto, mas que estará também disponível para acolher centros de Investigação e Desenvolvimento de empresas que já operam no mercado e que queiram aproveitar possíveis sinergias com as unidades de investigação da Universidade do Porto.

Graças à colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos, está prevista a criação, para uma segunda fase do projecto Parque de Ciência e Tecnologias do Mar, de um Parque Industrial nas imediações do Porto de Leixões. Uma estrutura que possa albergar empresas ligadas à economia do Mar que pretendam aproveitar as sinergias criadas pela presença num espaço concentrado de unidades de investigação e empresas spin-offs da maior universidade do país.

Lisboa, 26 de Abril de 2010


António Mendonça inaugura Ramal Ferroviário do Porto de Aveiro

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça e o Secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, participaram na inauguração a 27 de Março do Ramal Ferroviário do Porto de Aveiro, numa cerimónia presidida pelo Primeiro-ministro, José Sócrates. Na ocasião, António Mendonça sublinhou que a partir de agora os cinco portos do sistema portuário principal se encontram ligados à rede ferroviária nacional, permitindo este novo ramal movimentar, numa primeira fase, até 600 mil toneladas por ano de mercadorias.

O Ramal Ferroviário do Porto de Aveiro, aberto à exploração em Março de 2010, tem uma extensão de 9 km, em via única não electrificada, permitindo a circulação de composições com carga máxima por eixo de 25 toneladas e velocidade não superior a 60 km/h.

Na inauguração, o Ministro das Obras Públicas chamou a atenção para o facto desta obra se concluir cerca de 36 anos depois das primeiras referências no âmbito do Plano Director de Desenvolvimento e Valorização do Porto e Ria de Aveiro e cerca de 20 anos depois da elaboração do projecto de execução correspondente ao primeiro estudo prévio.

O Porto de Aveiro passa assim a ter uma ligação directa à rede ferroviária nacional (Linha do Norte e Linha da Beira Alta), que será ainda potenciada com a futura ligação de Alta Velocidade Aveiro - Salamanca, e uma nova interface para o escoamento de mercadorias (Plataforma Multimodal de Cacia) com ganhos efectivos na regulação da movimentação ferroviária. Permitindo a redução do trânsito rodoviário pesado, estes investimentos contribuem também para a defesa do ambiente, nomeadamente, pela redução de emissões de CO2.

Também o Primeiro-Ministro considerou "de maior importância para a economia" portuguesa a inauguração da ligação por comboio ao Porto de Aveiro.

Concebidas numa perspectiva multimodal, estas infra-estruturas constituirão elementos fundamentais para a expansão e a melhoria da competitividade da actividade portuária e do transporte nacional e internacional de mercadorias e, consequentemente, para o desenvolvimento socioeconómico regional e nacional.

Com a sua concretização, a rede ferroviária nacional passará a servir os cinco portos principais do sistema portuário nacional (Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines).

O investimento global para as infra-estruturas ferroviárias foi de cerca de 72,7 milhões de euros: Ramal do Porto de Aveiro - 56,2 milhões de euros; Plataforma Multimodal de Cacia - 12,6 milhões de euros; Sistemas de sinalização e telecomunicações que servem as duas infra-estruturas - 3,9 milhões de euros.

A realização destas obras integra-se numa acção de planeamento mais vasta, na zona do porto e sua área de influência mais próxima, que envolveu as seguintes intervenções da Rede Ferroviária Nacional - REFER EPE e da Administração do Porto de Aveiro – APA, SA: REFER - Construção da Plataforma Multimodal de Cacia; construção do Ramal Ferroviário do Porto de Aveiro; APA - Construção dos novos Terminais: Granéis Sólidos, Granéis Líquidos e Contentores/Ro-Ro; conclusão da Via de Cintura Portuária (com a colaboração da Câmara Municipal de Ílhavo); construção das acessibilidades ferroviárias no interior do porto.

A importância do Porto de Aveiro e a concentração territorial de um conjunto considerável de indústrias constituíram-se, assim, como factores determinantes para a construção destas infra-estruturas, que viabilizam novas ligações ferroviárias para as mercadorias recebidas e expedidas por via marítima, seja na sua relação com o restante território nacional (fábricas, plataformas logísticas, outros portos), seja com Espanha e a rede transeuropeia de transporte ferroviário de mercadorias.


Lisboa, 29 de Março de 2010


António Mendonça em conferência no Porto de Leixões

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, presidiu à sessão de abertura da Conferência “O Porto de Leixões e o Mercado Global – Magrebe”, que teve lugar no Porto de Leixões, no dia 4 de Março.

Durante a sua intervenção, o Ministro destacou o aumento da movimentação de mercadorias de todos os portos nos dois primeiros meses de 2010, com números francamente animadores, acrescentando que estes números são representativos da competitividade e da solidez do crescimento dos portos.

Para António Mendonça, este aumento da movimentação de mercadorias dos portos portugueses pode ser um indicador interessante relativamente à capacidade de recuperação da economia portuguesa.


Lisboa, 5 de Março de 2010


Ministro António Mendonça visita portos de Aveiro e de Leixões

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça e o Secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, visitaram dia 7 de Janeiro de 2010 o porto de Aveiro e o porto de Douro e Leixões, tendo ainda participado na apresentação pública do Plano Estratégico do porto de Viana do Castelo. Depois de reunir com o Conselho de Administração do Porto de Aveiro no âmbito da visita a esta estrutura portuária, António Mendonça anunciou que a exploração do ramal ferroviário do Porto de Aveiro vai arrancar durante o mês de Março. António Mendonça destacou a importância do transporte de mercadorias entre o Porto de Aveiro e a Linha do Norte, em Cacia, através da linha ferroviária, um investimento de 72 milhões de euros, e louvou o potencial da estrutura portuária. “Tivemos oportunidade de discutir com a administração os notáveis projectos que tem feito", disse o governante, salientando o "potencial para o desenvolvimento do seu hinterland". “Trata-se de um porto jovem mas que já tem um presente muito significativo. Em Dezembro foi já completada a ligação ferroviária, que é muito importante e vem complementar as ligações rodoviárias", salientou o ministro. António Mendonça destacou ainda a importância do porto para a economia da região: "Em Março vamos ter o início da exploração, mas o que é importante salientar é o desenvolvimento do Porto de Aveiro em termos económicos e sobretudo em termos do alargamento do seu hinterland, particularmente para as zonas de Espanha de Castela e Leão". Com a entrada em funcionamento da ligação ferroviária, as autoridades portuárias estimam que 15 por cento do tráfego de mercadorias que actualmente é feito por estrada passe para o comboio, valor que poderá aumentar para os 40 por cento com as mercadorias transportadas no "hinterland" até Espanha. As obras, concluídas em Dezembro passado, representaram um investimento global de 72 milhões de euros, 50% comparticipados pelo Fundo de Coesão e 50% pelo Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) e da REFER. O ramal do porto de Aveiro tem uma extensão aproximada de nove quilómetros, em via única não electrificada, permitindo a circulação de composições de mercadorias com uma carga máxima de 25 toneladas por eixo. O ramal arranca na Plataforma Multimodal de Cacia, junto à Linha do Norte, e termina junto ao porto de Aveiro, com ligações aos terminais portuários.

Já quanto ao Plano Estratégico do Porto de Viana do Castelo, o ministro das Obras Públicas garantiu que o Governo "está empenhado em fazer o seu papel" para valorizar o porto de Viana do Castelo, nomeadamente apoiando a construção dos acessos, que classificou de "vitais" para aquela infra-estrutura. O plano prevê um investimento de 12,9 milhões de euros até 2016, definindo como linhas estratégicas o aumento do tráfego portuário e a auto-suficiência económica da infra-estrutura.

"Queremos fazer do porto de Viana do Castelo um porto que valha a pena", disse João Matos Fernandes, presidente do conselho de administração. Matos Fernandes referiu que 2009 foi um ano "deficitário" para aquele porto, com um movimento que rondou as 450 mil toneladas, embora o objectivo aponte para as 600 mil toneladas, sublinhou.

Em relação às expropriações, deverão rondar os 2,1 milhões de euros, a que há a juntar mais seis milhões para a construção da via. Ainda durante este ano será lançado o concurso para a obra, que depois demorará cerca de dois anos a ficar concluída. O acesso terá uma extensão de 8,8 quilómetros e ligará o porto de mar à A28, no nó da Zona Industrial de Neiva. Quanto ao acesso ferroviário, o respectivo projecto está a ser elaborado pela Refer e deverá seguir o traçado da actual linha entre a Estação de Darque e o Cais Novo, de onde "virará à esquerda" em direcção do porto. Na Estação de Darque, nascerá um centro de apoio logístico. Segundo o Plano Estratégico, os investimentos a curto prazo prevêem a promoção comercial do porto, uma campanha plurianual de dragagens de reposição de fundos e manutenção dos canais e bacia de manobra, a requalificação do porto de pesca e o acesso rodoviário. Até Junho, a administração prevê a entrada em funcionamento da nova lancha dos pilotos, que foi adjudicada já pela actual gestão. De acordo com o documento, "o primeiro ano após a tomada de posse da administração do Porto de Viana, ficou marcado pela estruturação da empresa, dotando-a dos instrumentos e processos modernos de gestão necessários ao seu bom funcionamento".

Lisboa, 11 de Janeiro de 2010


Ministro António Mendonça visita Porto de Sines

O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, e o Secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, visitaram dia 17 de Novembro o Porto de Sines.

O Porto de Sines é um porto de águas profundas, líder nacional na quantidade de mercadorias movimentadas e apresenta condições naturais ímpares na costa portuguesa para acolher todos os tipos de navios. Dotado de modernos terminais especializados, pode movimentar os diferentes tipos de carga. É o principal porto na fachada ibero-atlântica, cujas características geo-físicas têm contribuído para a sua consolidação como activo estratégico nacional, sendo, por um lado, a principal porta de abastecimento energético do país (petróleo e derivados, carvão e gás natural) e, por outro, posiciona-se já como um importante porto de carga geral/contentorizada com elevado potencial de crescimento para ser uma referência ibérica, europeia e mundial.

Lisboa, 17 de Novembro de 2009


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